Animes, contos, séries e dor ciática

Fiquei afastado do mundo da escrita nesses últimos dois meses, pelo menos nesse mundo físico, porque a mente continuou fervendo. Tive alguns perrengues, mas já estou me livrando deles. Apresentei TCC, fui ao médico tratar minha dor ciática (e recebi duas injeções no bumbum que, Deus! Foi como ácido corroendo minha perna!) e agora estou de repouso, tomando medicamentos, e com idéias de contos fantásticos ainda fervilhando.

Por falar nisso, já assistiram o anime Mushishi? Estou adorando. Graças a esse anime, consegui criar um roteiro de um conto que provavelmente será o próximo a ser postado aqui. Título temporário: O Sacrifício do Mestre Montanhês. Claro, com fantasia ecológica.

Não me esqueceria de Attack on Titan. Tamos na reta final, e eu não sei se vou conseguir dizer adeus a essa obra que acompanhou toda a minha vida universitária. Mas acho estranho o tanto de memes sensuais sobre essa versão da Mappa. Eu mal noto quando tô assistindo, suspeito que o problema seja comigo. Annie e Mikasa? Sério? Eu sou muito inocente galera!

Falando em adeus, ainda sinto uma pontada no peito ao lembrar de Berserk...

Ai!

Também estou aproveitando o repouso para assistir Game of Thrones. Estou na quinta temporada, e as coisas estão começando a desandar. O episódio de ontem, o quinto, me deu bastante sono. E não sei o que estão fazendo com personagens que eu adoro nos livros (Dany, Tyrion, Brienne)... E cadê o Bran? Não que eu goste dele...

Aproveito para recomendar as séries Carnival Row e American Gods, não pra assistir como um fã que espera grandiosidade, essas coisas... Só pra assistir mesmo. São séries legais. A história de Carnival Row é muito boa, uma investigação sombrio-fantástica com discriminação, preconceito, racismo. Já American Gods pra mim nem tanto, mas eu adoro uma personagem múmia e um tal duende, e ver como os deuses trabalhariam atualmente. E é de Neil Gaiman, né? Você vai rir com algumas ironias que só esse autor sabe criar.

Também assisti o filme/anime Perfect Blue, e eu devia ter assistido antes! É do Satoshi Kon, de Paprika. E eu não sabia que ia ficar traumatizado com esse filme, mesmo sabendo de muita coisa dele, afinal é um filme antigo e bem conhecido. É pesado, diria um terror psicológico. Credo! Quando vai chegando no fim, o ritmo do filme fica tão frenético que mal dá pra respirar.

Satoshi Kon é mestre em animações em primeira pessoa, com emoções se mesclando ao visual da narrativa de maneira sublime. Então não fique irritado se você não entender algo ou algo não for respondido na história. É tudo subjetividade. O que importa são as emoções (e eu considero a própria confusão uma arte) e as várias versões que uma mesma história pode ter. Recomendo assistir Paprika primeiro pra perceber a vibe do Satoshi. O livro de Paprika, não. É horrível, misógino, homofóbico, otakufóbico... O filme de Satoshi até tem esses defeitos também, mas é muito mais sutil.

Sobre livros, estou bem no finalzinho de Futu.re, de Dmitry Glukhovsky, mesmo autor da Saga Metro, e puxa, como Yan me inspira a criar um personagem parecido com ele, sujeito a falhas como ele, e idiota como ele. Acho incrível como Dmitry consegue tratar de temas simples como gravidez, paternidade e família em obras distópicas, mostrando que viver é um ato de resistência. Pena que o autor não pode mais usar o instagram por causa do bloqueio lá na Rússia (ele ataca o Putin em toda postagem), mas ele migrou pro Telegram, então continuo acompanhando-o. E sentindo raiva que nenhuma editora brasileira quer traduzir suas obras, mesmo ele disponibilizando de graça em pdf! Se mexe Brasil!

Reta final também em Capesius, O Farmacêutico de Auschwitz, de Dieter Schlesak, livro que me faz chorar toda vez que pego uma página pra ler. Nos mostra como o governo a ciência podem ser podres, e sádicos, e corruptos, e podres... Quer entender o que é necropolítica? Leia. E chore. Ninguém vai chorar sozinho.

Eu concluo essa conversa com um apelo: pratiquem ergonomia! Minha dor no nervo ciático só ocorreu porque eu não tenho uma postura muito boa ao andar de bicicleta, e por algumas quedas... Pegar peso de forma inadequada... Subir ladeiras... Bom, eu adoro me arriscar, mas agora não posso andar de bicicleta, cair na lama, pegar peso, subir ladeiras... Não posso me arriscar-aaaaaaahhh!

(Opa, começou a chover! Como eu queria estar andando de bike com o cheiro de mato molhado e as gotas frias em meu óculos! Tudo está tão verde...)

E não posso escrever que sentar doi.

Nunca pensei que diria isso, mas....

Descansar tá chato.

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Brazilian pharmacist in loved with History, Fantasy and Ecofiction. Author of The Blood of the Goddess. I write about nature in poems and fantasy stories.

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Paulo Moreira

Paulo Moreira

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